quinta-feira, 25 de junho de 2009

Abidos

Inicialmente denominada Abdjw e Ebot em copta, esta cidade tem hoje o nome de Araba el-Madfounah, uma cidade do Antigo Egito pertencente ao VIII nomo do Alto Egito. O seu nome egípcio era Abdjw, onde se conservava a cabeça sagrada de Osíris. Onde encontraram as tábuas com a lista dos primeiros 77 reis e os restos das tumbas reais das primeiras dinastias e os templos de Osiris, de Seti I, de Ramsés II.

História
Os primeiros restos arqueológicos datam de 4000 a.C , posteriormente foi o lugar mais importante de tumbas das primeiras dinastias de reis egípcios. Ao fim da V dinastia surgiu o culto a Osíris. O mito de Osíris , segundo a tradição: em Abidos estava sua cabeça. Os mistérios de Osíris, no que produzia ritualmente a morte e a ressurreição do deus. Isto levou Abidos a se converter na cidade santa de Osíris, a cidade acolhia milhares de peregrinos. O último edifício construído foi o novo templo de Nectanebo I, na XXX dinastia. Na época ptolomaica a cidade decaiu e acabou desabitada.

Arquitetura
Um dos principais edifícios é o Templo de Seti I que foi construído em memória de Osiris, é o maior de todos os edifícios em Abidos. O templo, tem uma planta em forma de "L" , todo o conjunto está rodeado por um muro.

O Templo de Ramsés II, é um pequeno edifício ao noroeste do templo de Osíris, para mostrar o espírito de Ramsés numa relação estreita com Osíris.

Na zona entre o templo de Osíris e os cemitérios, que se estendia por 1,5 km aproximadamente ao sudoeste de Kom el-Sultan, até o templo de Seti I, os cemitérios são muitos mais extensos do que outros jazigos funerários locais. No Império Médio os faraós começaram a construir cenotáfios* em Abidos, culminando na XIX dinastia com os templos de Seti I e Ramsés II.
As atrações mais importantes em Abidos são os templos de Seti I, Ramsés II, o de Osiris, e o Osireion, que se encontra por trás do Templo de Seti I.
Origem: Wikipédia


O helicóptero de Abidos



Desenhos de naves, encontrado nas paredes do templo de Seti I, na sala hipostila.



À primeira vista, as figuras parecem realmente tanto com helicópteros e aviões que tem-se a impressão de que é uma fraude, ou uma montagem. Porém, expedições posteriores e mesmo anteriores incluindo uma disputa sobre a descoberta do 'achado' parecem confirmar que os hieroglifos existem da forma como é mostrada na fotografia.

O programa FOX não consultou egiptólogos sobre as figuras. Talvez porque aos egiptólogos elas têm uma explicação bem diferente:

"...., Eu temo que vocês foram sujeitos à famosa febre do "helicóptero de Abydos". Há uma explicação simples ao que vocês estão vendo, pelo menos, como nós vemos isso na egiptologia. Não há mistério aqui; é apenas um palimpsesto (... definido como "... Um manuscrito, tipicamente um papiro ou pergaminho em que foi escrito mais de uma vez, sem que a escrita anterior seja completamente apagada e freqüentemente ainda legível "...). Foi decidido na Antigüidade substituir o título real de cinco camadas de Seti I pelo de seu filho e sucessor, Ramsés II. Nas fotos, nós vemos claramente "Aquele que repele as nove alianças", que figura um pouco dos dois nomes femininos de Seti I, substituído por "Aquele que protege o Egito e supera os países estrangeiros", dois nomes femininos de Ramses II. Com parte do reboco que cobria o título de Seti I agora caído, alguns dos símbolos superpostos realmente parecem-se com um submarinos, etc., mas é apenas uma coincidência.



O que está acontecendo nas fotografias é bem claro; apenas consultem Juergen von Beckerath, Handbuch der aegyptischen Koenigsnamen, Muencher aegyptologische Studien 20, páginas 235 a 237.

Essa questão aparece de vez em quando em listas na internet acadêmicas como a Anciente Near East (ANE) e outras, então nós todos estamos bem familiares com ela.

Katherine Griffis-Greenberg
Membro, Centro de Pesquisa Americana no Egito
Associação Internacional de Egiptologistas
Univ de Akabama em Birmingham
Estudos Especiais"


A explicação de que é um palimpsesto, ou seja, a superposição de hieroglifos faz muito sentido. Basta olhar de novo para a foto olhando o diagrama, até mesmo um leigo pode perceber a superposição, e como há reboco caindo que coincidentemente acaba dando forma a desenhos intrigantes. É preciso notar que de fato, o helicóptero não foi totalmente identificado. Parte dos dois símbolos que o formam foi. Mas ao notar que o "submarino" e mesmo o 'avião e dirigível' foram, fica mais difícil acreditar que aquilo realmente seja um helicóptero.

Consideremos por um momento que aquilo seja realmente a representação de um helicóptero. Em primeiro lugar, falta ao desenho do helicóptero um contra-rotor na cauda. Tal helicóptero não voaria, ficaria girando descontroladamente. Mesmo com um rotor, ele seria incompatível com o estabilizador horizontal que, este sim, está representado. Essa não é a cauda de um helicóptero, é a de um avião.

Ainda, há uma inconsistência freqüente nessas reinterpretações de desenhos antigos. Se aquilo é um helicóptero, presume-se que foi inventado em uma cultura que nada tinha a ver com a que inventou o helicóptero que nós conhecemos. É uma ENORME coincidência que dois helicóptero inventados independentemente sejam iguais. O mesmo aplica-se a foguetes e a trajes espaciais. Se há algum desenho de helicóptero, foguete ou traje espacial de dez mil anos, nós provavelmente não reconheceríamos nenhum deles como tal. (www.ceticismoaberto.com)



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* cenotáfio
ce.no.tá.fio
sm (gr kenotáphion) Monumento sepulcral erigido em memória de defunto sepultado em outro lugar. (dicionário Michaelis)
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Egito

Duas grandes forças: o rio Nilo e o deserto do Saara, configuraram uma das civilizações mais duradoras do mundo. Todos os anos o rio inundava suas margens e depositava uma camada de terra fértil em sua planície aluvial. Os egípcios chamavam a região de Kemet, "terra negra". Esse ciclo fazia prosperar as plantações, abarrotava os celeiros reais e sustentava uma teocracia – encabeçada por um rei de ascendência divina, ou faraó – cujos conceitos básicos se mantiveram inalterados por mais de 3 mil anos. O deserto, por sua vez, atuava como barreira natural, protegendo o Egito das invasões de exércitos e idéias que alteraram  profundamente outras sociedades antigas. O clima seco preservou artefatos como o Grande Papiro Harris, revelando detalhes de uma cultura que ainda hoje suscita admiração.

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